(Foto: Divulgação/FFC)

Em 2019, a Confederação Brasileira de Futebol passou a exigir que todas as equipes da Série A montassem um time de futebol feminino. Dois anos após a decisão, diversos campeonatos estaduais e nacionais já foram disputados por equipes femininas profissionais e de base. Neste sábado, Fluminense e Internacional se enfrentam pela terceira edição do Brasileirão Feminino Sub-18, às 21h30 (de Brasília), no Beira-Rio.

O Tricolor das Laranjeiras chega em sua primeira final na competição e Amanda Storck, gerente de futebol feminino do Fluminense, contou ao site GE a história da modalidade no time e os avanços desde que a CBF tornou obrigatória a criação de equipes femininas.

– Em 1995, teve uma equipe de futebol feminino no Fluminense, capitaneada pela Susana Werner, com uma boa visibilidade na época. Depois, a gente só volta a ter futebol feminino no clube em 2005, com futebol de salão e campo. Inclusive, a treinadora atual da equipe do Fluminense, a Thaissan Passos, jogava nessa equipe em 2005 – conta.

Em 2018, o clube das Laranjeiras precisou retornar o projeto por obrigatoriedade e, naquela época, Amanda não trabalhava, diretamente, com o futebol. Era responsável pelo marketing do clube e, quando recebeu o desafio de montar o futebol feminino do Fluminense, se apaixonou pela modalidade.

– Voltamos no final de 2018 para cumprir a obrigatoriedade do regulamento da CONMEBOL e da CBF para os clubes de Série A, que foram obrigados a ter futebol feminino tanto na equipe principal quanto, pelo menos, uma equipe de base, a partir de 2019. Começamos essa caminhada com um novo modelo muito mais profissional para o futebol feminino do Fluminense. Estudei, fui atrás das federações e encontrei a Thaissan e seu projeto social, a Daminhas da Bola – completa Amanda.

O projeto, inclusive, é parceiro do Fluminense e ajuda a desenvolver a modalidade dentro do clube como um trabalho de continuidade e desenvolvimento das atletas desde a infância.

– Atualmente, nós temos a equipe principal, a Sub-18 e a Sub-16. Nós temos parceria com o projeto social da treinadora Thaissan Passos, o Daminhas da Bola, e lá funcionam as categorias Sub-12 e Sub-14. A gente começa a formar lá no projeto social, para trazer as meninas para o Fluminense com 14 anos, que é a idade que já começam a ter competições oficiais, tanto da CBF quanto da federação do Rio de Janeiro.