Grupo político do Flu detona a arbitragem brasileira e o STJD

Grupo político do Flu detona a arbitragem brasileira e o STJD

Troféu-ApitoOs erros de arbitragem não têm incomodado apenas os torcedores comuns e os dirigentes de clubes prejudicados. Assim como julgamentos com penas “brandas”, como no caso do Sheik, que disse que a arbitragem é uma “merda”. Em cima desse contexto, o maior grupo político do Flu, a Flusócio, fez uma postagem criticando o que ocorre no país, onde clube se beneficiam em detrimento de outros, num ciclo vicioso.

Confira o post “O sistema escancara suas preferências” na íntegra:

“Nos mesmos tempos em que o Brasil se mantém indignado por toda corrupção que vem sendo desvendada nos últimos tempos, e a população acompanha de perto a situação para que os envolvidos não se tornem impunes, o futebol brasileiro nos fornece a cada dia péssimos exemplos, que deixam todos os desportistas boquiabertos.

A arbitragem brasileira, presidida pelo Sr. Sérgio Corrêa, encontra-se em colapso. Assistimos toda rodada a um festival de direcionamentos escancarados para determinados Clubes rumo ao topo da tabela, invariavelmente os de maior torcida, como já aconteceu em alguns outros anos.

Alguns comentaristas, mesmo de forma constrangida e visivelmente orientados para “não desvalorizar o produto”, tentam caracterizar o problema como “fruto do baixo nível das arbitragens”, como se todos os torcedores fossem meros idiotas e não percebessem que alguns clubes praticamente só possuem erros de arbitragem a seu a favor, como o Corinthians.

Parte da mídia repete o discurso batido de “lance polêmico” a cada erro grosseiro, mesmo naqueles onde a imagem denuncia claramente. Agem como se todo torcedor brasileiro tivesse memória curta e não lembrasse de anos negros, onde a arbitragem CBF praticamente decidiu a competição nacional, como em 1980 e 2005.

O lado positivo é que a proteção ou silêncio de boa parte da grande mídia hoje fica constrangida pelo ímpeto dos torcedores dos times prejudicados na internet, algo que não existia nas décadas de 80 e 90, quando conquistas “fabricadas” pelo apito ou através de papeletas amarelas foram alçadas pela mídia à condição de incontestáveis.

Além do colapso na arbitragem e do escancarado favorecimento da Rede Globo nas cotas de TV, o STJD pelo visto também entrou no jogo para benefício dos clubes mais populares do Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando falou que “o campeonato carioca tem que acabar”, o atacante tricolor Fred pegou 2 jogos suspenso, mesmo após ser expulso injustamente com 25 minutos de jogo num Fla x Flu. A corte julgadora foi o TJD-RJ, que não titubeou ao punir o principal jogador do Fluminense e tirá-lo do jogo decisivo da semifinal.

Mas nada se compara à absurda diferença de critérios do STJD, corte máxima do esporte nacional, em assuntos muito parecidos, com intervalo de apenas 1 ano.

Em 2014, após ser expulso quando ainda jogava pelo Botafogo, o jogador Emerson Sheik declarou às câmeras que “a CBF é uma vergonha”. Foi suspenso por 4 jogos de forma inapelável. Um ano depois, o mesmo jogador, agora vestindo a camisa do Flamengo, declarou de forma agressiva às câmeras e repetiu várias vezes que “a arbitragem é uma merda”, mesmo após sair para o intervalo de um jogo que o time dele estava vencendo o Vasco por 1×0 com um gol irregular. Desta vez, o STJD aplicou suspensão de apenas 1 jogo e como cereja no bolo concedeu efeito suspensivo ao atleta. Na prática, isso significa que ele fica impune até o julgamento do recurso imposto pela Procuradoria. Em entrevista, o Procurador Paulo Schmidt classificou a pena como “ridícula”, criticando os auditores que julgaram o processo.

Nos dois últimos jogos, os rubro-negros tiveram a seu favor uma arbitragem desastrosa no Fla Flu, com vitória fabricada a partir de dois gols irregulares. Na última partida contra o Cruzeiro, houve penalti escandaloso não marcado para o time celeste quando a partida ainda estava 0 x 0.

Nós da Flusócio estamos juntos pela união de todos os Clubes prejudicados por estes direcionamentos escancarados e endossamos a luta de nossa diretoria por mudanças na arbitragem e no modelo de cotas de TV. O esporte nasceu para dar bons exemplos de fair play, em nosso entender deve haver sempre igualdade nas disputas e que vença o melhor, mas o “sistema” a cada dia escancara suas escolhas, nem disfarça mais.

Seja guerreiro e exponha sua indignação em todos os fóruns em que participa. Ajude o Fluminense nesta luta!”


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