Manoel viajou com o grupo para Quito (Foto: Marcelo Gonçalves - FFC)

Foram oito longos meses. Novamente relacionado para uma partida do Fluminense, Manoel passou por momentos para lá de difíceis com a suspensão por doping. O zagueiro testou positivamente para a substância anabolizante ostarina após jogo da equipe contra o River Plate (ARG), em 2 de maio do ano passado, no Maracanã, pela Libertadores. Conseguiu provar que a ingestão foi acidental e, por isso, pegou a pena mínima. Ainda assim, viveu situação bem complicada. Em entrevista ao ge, falou a respeito.

— No começo foi muito difícil, foi um baque muito grande para mim e para a minha família. Pergunto o que aconteceu, o que eu fiz? O que eu tomei? Não sabia. Ficou aquela ansiedade muito grande. Fiquei duas semanas sem conseguir falar com a minha mãe. Por vergonha. Fiquei muito mal. Comecei a correr atrás do que aconteceu. Tinha acabado de fazer uma cirurgia no joelho, estava tomando remédios para recuperar e tomei um remédio manipulado com contaminação acidental. Consegui comprovar a minha inocência. Mas foi muito doloroso. Muito difícil. Agora estamos aqui muito felizes. Vim logo no primeiro dia que pude voltar ao clube e me senti muito feliz – disse, prosseguindo:

 
 
 

— É difícil falar. Comecei a ficar mal. Não sabia o que tinha acontecido. Tenho uma carreira limpa, 15 anos de inocência. Fiquei com tanta vergonha que não consegui falar com a minha mãe. Liguei para ela e disse.

A suspensão por doping impede que o jogador treine no clube com os companheiros. Assim, Manoel, para se manter em forma, trabalhou com um personal trainer durante o período de pena. Foi liberado a retomar os trabalhos nas instalações do Fluminense em dezembro passado e, agora, pode também ir a campo. Ele foi relacionado na viagem a Quito, onde a equipe fará na quinta-feira, às 21h30, contra a LDU, a ida da Recopa Sul-Americana.