(Foto: Mailson Santana - FFC)

Mário Bittencourt entrou ao vivo no programa Redação SporTV para falar a respeito do suposto ato de racismo contra Gabriel, do Flamengo, no clássico de domingo. O presidente do Fluminense destacou que o clube tentará apurar os fatos, mas o vídeo que circula em redes sociais no qual o atacante rival é supostamente chamado de “macaco” é inconclusivo. Em contrapartida, cobra apuração e punição caso haja a comprovação.


— A primeira vez que o Fluminense teve ciência do fato foi por conta de uma postagem de um ex-dirigente do Flamengo, com quem me relaciono muito bem, que é o Antonio Tabet. Um vídeo que é inconclusivo. A jornalista faz um vídeo e ele faz um comentário dando a impressão que o Gabigol sofreu a ofensa. Pegamos o vídeo, passamos por diversas pessoas do departamento jurícico e chegamos a conclusão que o áudio era inconclusivo. Se ele realmente ouviu essas palavras, tem de prestar às autoridades, ir à delegacia para a identificação. A posição do Fluminense é que o áudio ainda é inconclusivo. Solicitamos as câmeras ao Botafogo. Nosso departamento jurídico já preparou um inquérito para que possamos identificar o suposto ou de fato autor da injúria racial. O Fluminense não tem comprovação que a frase dita no meio do tumulto foi a mesma que as pessoas acreditam que foi dita. Repudiamos integralmente isso e por isso estamos apurando e tentando descobrir quem falou a frase e se foi aquela mesma. A primeira vez que vi o vídeo, ouvi sim a palavra. Mas depois de ouvir várias vezes, ficamos todos na dúvida – iniciou, prosseguindo:

— A intenção é punir se houve. Se for sócio torcedor, contribuinte, proprietário. Não demos passo atrás. Os fatos que temos na mão, fizemos uma nota informando que iremos apurar com diligência e estamos pedindo ao TJD que também apure. Já achamos e identificamos pelo menos um ou dois torcedores que possam ter sido os autores. Ficamos chateados com a questão de tentar rotular o Fluminense como um clube não preocupado com a causa. Nós só podemos tomar medidas administrativas. Estamos procurando buscar na Justiça Desportiva para que se possa buscar câmeras e depoimentos de pessoas que estão ali perto. Vamos procurar ouvir os seguranças que estavam ali perto, pois não há esboço deles de que tenha havido algo gravíssimo, pois se ele houve tem a obrigação de levar coercitivamente a pessoa que fez o xingamento. Não temos dúvida que houve algum tipo de xingamento, que acontece costumeiramente num jogo de futebol, como houve outros ontem. A dúvida é se realmente não aconteceu uma confusão em relação ao que se escuta no áudio.