(Foto: Lucas Figueiredo - CBF)

Dois anos depois de ser banido pela FIFA, por corrupção, de qualquer atividade ligada ao futebol, o ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero ainda move as peças no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Por meio do ex-dirigente, a entidade conseguiu dobrar o número de indicações para o pleno (espécie de segunda instância), contando atualmente com pelo menos quatro das nove cadeiras possíveis. Del Nero ainda teve seu nome citado, em discursos de agradecimento, em quatro momentos na posse dos novos integrantes do tribunal nesta terça-feira.

Por lei, a composição do pleno se dá da seguinte forma:

  • CBF indica: dois nomes
  • Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf): dois nomes
  • Clubes: dois nomes
  • OAB: dois nomes
  • Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF): um nome
 
 
 

O blog apurou que nesta eleição, no entanto, a CBF emplacou quatro indicações, duas a mais que o determinado em lei. Um deles foi na vaga da Fenapaf. O escolhido, Paulo Sérgio Feuz, é ex-sócio de Del Nero, de quem foi diretor jurídico quando o cartola presidiu a Federação Paulista de Futebol. O blog apurou que a Fenapaf aceitou abrir mão de uma de suas indicações em troca de ajuda da CBF nos processo de direitos de imagem de atletas em jogos de vídeo-game, que a federação não recebe e pelos quais luta contra a Federação Internacional das Associações de Jogadores Profissionais (FIFPro).