1Passaram sete meses desde a descoberta que a Portuguesa escalou Héverton irregularmente na 38ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. A atitude gerou a perda de pontos da Lusa e, coincidência ou não, o Flamengo acabou beneficiado, permanecendo na Série A. O Fluminense, que nada teve a ver com o caso, foi crucificado na época e, ao que tudo indica, continuará sendo. Isto porque o novo promotor do caso, José Roberto Fumach, já admite que “será difícil” provar que houve algo ilícito na última rodada da competição no final do ano passado.

Roberto Senise, que chamou os holofotes para si, entregou o inquérito para o Gaeco, grupo de elite do Ministério Público, que dentre outras, cuida do crime organizado.

– Não apareceu nada de novo desde que o caso veio para cá. Acho que será difícil chegar a algum lugar. Não achamos nada que nos indique alguma coisa, algum suborno, ou qualquer coisa ilícita. Nem as movimentações bancárias nos deram dicas importantes. Não posso comentar o que o outro promotor dizia, até porque ele esteve muito mais próximo do que eu, mas o que posso falar é que não há prova de nada e hoje também não saberia te dizer qual seria uma suspeita – afirmou Fumach, que ainda promete uma apuração maior:

– Ainda temos linhas de investigação para ir em frente. Você só arquiva o caso quando não há mais saída, quando acabou com todas as possibilidades. Não é o caso, ainda. Vamos tentar outras coisas e acredito que em três meses ou quatro eu terei mais convicção para te apontar o resultado da nossa apuração.

Há uma investigação em curso na Portuguesa. Ela começou há algumas semanas e, quando encerrada, dirigentes serão ouvidos pelo MP.

– Vamos esperar o que vai acontecer lá dentro. Uma pessoa disse para o Senise que talvez isso possa nos ajudar mais para frente. Estamos também esperando coisas assim. Se houver uma pista desta investigação interna, pode nos ajudar. Só com o que temos será difícil dar mais passos. Por exemplo, as movimentações bancárias não justificam um pedido de quebra de sigilo bancário. Não há nada de relevante para isso. Se houve algo fora do país, não teremos acesso – destacou o novo promotor do caso


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