Nobres tricolores,

o Fluminense anunciou nesta manhã de sexta-feira a contratação de Marcelo Oliveira. Assinou até o fim do ano para substituir o Abelão, que cansou das promessas não cumpridas para aguentar time fraco, sem salário e sem perspectiva de melhora. Desempregado, Oliveira, ao que tudo indica, aceitou assumir essa pemba, mesmo com horizonte sombrio após a Copa do Mundo, que mais parece um torneio de handebol do que de futebol.

Mais do que aprovar ou não a chegada de Oliveira, o sentimento é de alívio. O Fluminense dessa gente não é atraente para ninguém. Não há barganha para trazer técnico empregado e até aqueles sem contrato disseram ‘Não’, casos de Zé Ricardo e Dorival Júnior. Mas a diretoria, pasmem, foi inteligente.

Engenhosidade não é o forte de Abad e Flusócio, mas se o índice de rejeição já é elevado, aumentar pra que? Após as negativas dos nomes supracitados, foram atrás de um camarada que pouca gente se lembrava. Sujeito pacato, cortês, afável. Aquele tio careca gente boa que vem te visitar três vezes por ano, com castanha de caju na bagagem.

Vem de trabalhos inconsistentes, ruins mesmo. Caiu com o Coritiba ano passado. Mas, talvez pelo pouco marketing, muitos não se recordam que trata-se de um treinador bicampeão brasileiro e finalista cinco vezes da Copa do Brasil.

Começa a temporada, nenhum torcedor sonha com Marcelo Oliveira à beira do campo. Mas já pararam pra pensar na turma que está desempregada? Tomei conhecimento, através do amigo Gérson Júnior, da Rádio Brasil, e do companheiro de site, Paulo Brito, que era Oliveira ou Argel! Fucks, men!

Cristóvão Borges, Marcelo Cabo…quem mais? Guto Ferreira? Joel Santana? Jair Pereira? Gilson Nunes? Amigo, não tem treinador de qualidade no mercado. Até entre os empregados o negócio tá feio.

A verdade é que técnico no Brasil é tudo igual. O que faz a diferença, realmente, é o cara não “pardalizar”. Escala o time de acordo com as características de cada jogador, ensaia bonitinho lances de bola parada e vamos pra arena. Para esse Fluminense que se apequena diariamente é o suficiente para não cair, objetivo desde 2015.

O maior desafio, de início, é tornar o time titular competitivo. Recomenda-se, então, minimizar o erro. Como? Reunindo cada vez menos jogadores ruins entre os 11.  Não pode ter Gum, Renato Chaves e Richard juntos! Quem sabe jogar nesse elenco aí? É o Jádson, Nathan Ribeiro e o Airton? Então põe.

O esquema que quase o mundo inteiro utiliza é o 4-2-3-1, alternando para 4-1-4-1. Mete o Matheus Alessandro de um lado, Marcos Júnior do outro e Pedro centralizado. No meio, Airton, Jádson e Sornoza. Não inventa.

Gilberto e Ayrton nas laterais. Na zaga, Gum e Nathan (se não for negociado). Do contrário, tem de contratar. Renato Chaves não pode, nem sequer, ser primeira opção. Frazan então…

O problema do Marcelo e o nosso, claro, é se o Abad resolver continuar vendendo o almoço para pagar a janta. E isso tende a acontecer. O trocador de figurinhas deve estar louquinho pra negociar Pedro e Ayrton Lucas. Pelo menos. Afinal, tem backoffice, Laranjeiras e Esportes Olímpicos de mais de R$ 60 milhões pra pagar. PJ no Fluminense tem salário atrasado? Ó, dúvida eterna!

Enquanto isso, torcer. Boas vindas ao Marcelo Oliveira. Que tenha sabedoria para escalar esse time, saco pra aturar a Flusócio e muito respeito com a torcida, que continuará cobrando.

– Abel, Marcelo Oliveira, Guardiola. Sem jogador, sem milagre.

– Um zagueiro, dois meias, um atacante de lado e um centroavante. Pra não cair.

– Cede um dos melhores zagueiros para receber um titular. Dois meses depois, vende o titular.

– Vitrine para o Ituano. Sinal dos tempos.

– Mudem essa política de ingressos. Nada é mais importante do que estádio cheio.

– Bilhetes a R$ 50 pra forçar associação para ver time ruim é de uma burrice ímpar.

 

Saudações Tricolores!

 

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