O Fluminense está à beira de uma colapso político. Com situação e oposição cada vez mais distantes, os problemas se acumulam, incluindo a dificuldade em manter diálogo. Um exemplo disto foi o que aconteceu na reunião do Conselho Deliberativo, na noite da última terça-feira, no Salão Nobre das Laranjeiras. Convocados para prestarem esclarecimentos sobre suas áreas, o assessor direto do presidente Pedro Abad, Fernando Simone, o diretor de marketing, Lawrence Macgreth e o responsável pelo área social do clube, Alexandre Romano, não compareceram. A Flusócio sabia e não informou aos conselheiros de oposição, que eram cerca de 80 e deram “viagem perdida” à sede histórica.

Tesoureiro do clube e também membro da Flusócio, Claudio Pires Barçante levou uma descrição do trabalho dos executivos convocados para ler na reunião. Entretanto, o mesmo não possuía competência, tampouco atribuições para dar respostas sobre o trabalho de cada um, irritando mais ainda a oposição. Desta maneira, não houve prosseguimento da reunião, porque não havia quem pudesse explicar o desenvolvimento das tarefas dos funcionários chamados.

Os conselheiros presentes protestaram contra o que consideraram desrespeito. A Flusócio, geralmente em peso nas reuniões, levou apenas três componentes, o que demonstra conhecimento sobre a falta de representantes. Por estatuto, os executivos não são obrigados, mas também não são impedidos de comparecerem às reuniões quando convocados. Se não forem, os vice-presidentes correspondentes à pasta podem ir para explicarem as demandas.

Por fim, a informação sobre a manifestação dos torcedores já corria em alguns grupos de redes sociais. Cientes de que seriam os principais alvos, membros da Flusócio evitaram comparecer às Laranjeiras. A torcida, por sua vez, levou uma carta simbólica, pedindo a renúncia do presidente Pedro Abad, mais um ausente na reunião.