(Foto: Lucas Merçon - FFC)

Em litígio com o Fluminense, José Roberto Lopes, pai e representante de Miguel, negou que o Vasco tenha 30% dos direitos econômicos do jogador em virtude de um acordo feito entre os clubes quando o meia ainda tinha 13 anos e retornou ao Tricolor. Segundo José, tal acordo não tem validade legal.

— Não sabia da existência desse documento (entre Flu e Vasco). Soube disso tem um ano. E só de ouvir dizer. Nunca me apresentaram esse documento. Se eu soubesse, riria de quem assinou. Juridicamente é um contrato inválido. Não pode assinar contrato de menino menor que 14 anos – disse, emendando:

— Se um clube falar pro outro que não paga, não tem como cobrar a partir deste documento. É um compromisso moral, não há validade jurídica. Não pode fazer contrato assim com um menino de 13 anos. Antes, se o Fluminense quisesse dar 30% do que tinha direito, poderia. Mas falar que esse documento lá de trás, quando o Miguel era uma criança, tem validade jurídica, é loucura. Não há como cobrar isso na Justiça.