Pai de Miguel recusa sub-23 após Flu não deixar o filho atuar...

Pai de Miguel recusa sub-23 após Flu não deixar o filho atuar no sub-17

Relação do estafe do jovem com o clube segue complicada

(Imagem: Mailson Santana - Fluminense FC)

Dotado de grande talento e reconhecidamente promissor, o meia Miguel vive uma via-crúcis no Fluminense desde que foi integrado ao elenco principal do Tricolor das Laranjeiras. Utilizado em menos de 600 minutos em dois anos de clube, não considerado a estreia no Carioca de 2021, o jogador ainda procura espaço em meio a um relacionamento conturbado com a diretoria, sobretudo de seu estafe.

O NETFLU apurou que, na temporada passada, o pai do jovem, José Roberto Lopes, aceitou que ele fosse escalado na equipe sub-17 que disputaria o título da Supercopa do Brasil da categoria, em meio a tantos “nãos” ao filho com relação a oportunidades no profissional. Na ocasião, porém, o diretor de futebol, Paulo Angioni, entendeu que o jovem poderia atrapalhar o clima de um time que já estava bastante entrosado e que havia conquistado o Brasileirão sub-17.

Em seguida, veio a ideia de Angioni, conforme apuração do site número um da torcida tricolor, de levar o atleta para integrar o sub-23, sem data para retorno aos profissionais. O pai do atleta não teria aceitado, esperando por mais aparições de Miguel nos profissionais.

O Fluminense, por sua vez, através do presidente Mário Bittencourt, disse em coletiva recente que o jovem não passou pelo processo de amadurecimento de outros “crias” de Xerém, por isso vinha tendo um número menor de chances.

Quando esteve perto de completar 16 anos, Miguel subiu para o profissional no segundo semestre de 2019, se destacando no Estadual de 2020. O jovem, entretanto, foi perdendo espaço para atletas mais experientes e, depois, para figuras de menos destaque da base, amargando o banco de reservas. Em algumas oportunidades ele, sequer, foi relacionado.

É importante frisar que o jogador, com passagens por diversas seleções de base e que não vem sendo convocado por conta de um imbróglio interno, possui vínculo apenas até o dia 3 de junho de 2022 e uma multa de 35 milhões de euros (R$ 235 milhões). Ou seja, a partir de janeiro do próximo ano ele já pode assinar pré-contrato com qualquer outro clube sem que o Fluminense receba nada por isso.