(Foto: Leandro Dias - NETFLU)

Todos pelo Fluminense. Um dos principais representantes da oposição atualmente, embora tenha participado de forma ativa da atual gestão até o meados do ano passado, quando renunciou ao cargo de vice-presidente financeiro, Diogo Bueno defende uma união geral. Sem citar nomes e entendendo que o melhor para o clube seja a renúncia do presidente Pedro Abad, o ex-dirigente disse que uma solução para evitar o caos político num “mandato tampão” é uma conversa franca entre todos os postulantes a algo no próximo pleito.

– O turbilhão político, na minha opinião, é assim: senta todo mundo na mesa igual a gente grande. Conversa, fala do período de nove meses a cumprir, porque todo mundo é tricolor, todo mundo é parecido. Vamos concordar com isso? É só parar as brigas nas redes sociais. Tem empresário, tem advogado, tem ex-executivo, tem empreendedor… é só sentar e parar de brigar um contra o outro. Enquanto isso, quem cresce é o nosso maior rival (o Flamengo). Eu toparia uma união com todos. E ainda dou uma sugestão: busca um nome que não seja ninguém da mesa para ser presidente. Escolha alguém de fora e todos tocam juntos. Mas tem que querer! Por que não fazer isso para discutir os projetos do clube? Vamos sentar no dia 25, 26, 27. Como há uma questão de desconfiança entre as partes, escolha um cara de fora. Eu topo! É simples de resolver assim, não descumpre o estatuto. É só querer! – destacou, em entrevista ao NETFLU, salientando que, mesmo contra a antecipação das eleições, espera uma votação sem atos de violência na Assembleia Geral:

– O estatuto está mal redigido, mas eu não sei opinar. Eu torço apenas para que, se tiver Assembleia Geral, seja pacífica. Se tiver eleição, que tenha. Se ninguém tiver esse ato de ombridade para sentar a mesa e discutir o clube, procuraremos um candidato.

Especulações em torno de uma chapa com Pedro Antônio, que chegou a publicar uma carta falando sobre as intenções de não seguir na vida política do clube, circulam os bastidores das Laranjeiras. Diogo Bueno, porém, rechaçou que exista uma conversa nesse sentido, por ora, com o ex-vice de projetos especiais, responsável pela construção do CT. Entretanto, ele apontou algumas características que julga necessárias para alguém que queira comandar o Fluminense.

– Todas as ideias de modernização, governança, atração de investidores, de valorização de todas as áreas, futebol olímpico, social… estamos buscando um candidato que esteja 100% comprometido em implementar isso. Estamos abrindo conversas, porque tem que ter um plano de reavaliação da dívida, estádio das Laranjeiras, precisa ter uma estrutura para fazer o pilar do futebol, tem que ter jogadores de renome, comissão técnica cascuda… escrevemos uma lista de princípios para ver quem se encaixa. Não tenho candidato, não tem essa de minha chapa. Todo mundo que participa do mundo do futebol, empresário, precisa entender tudo isso. Desenvolvemos dez pilares que chamamos de decálogo, escrito por uma pessoa super renomada, e estamos buscando um candidato que incorpore isso. A gestão tem que ser totalmente profissional, equalização dos salários que o mercado paga, realização dos contratos existentes… – concluiu.

A Assembleia Geral está marcada para o dia 26 de janeiro e visa a antecipação das eleições para o mês de março. O mandatário Pedro Abad se reuniu com postulantes à presidência do clube no final do ano passado para tratar sobre o polêmico tema. Diferente,mente de Diogo Bueno e seus pares, o triunvirato formado por Mário Bittencourt, Ricardo Tenório e Celso Barros é favorável a ideia de Abad.