5Em busca de um novo modelo de administração no Fluminense, Peter Siemsen proporá a ideia de clube-empresa no Tricolor. O mandatário do tetracampeão brasileira toma como exemplo o futebol europeu e acredita que a separação da área social é algo benéfico.

– Futebol-empresa é o que existe em 95% da Europa. Isso é uma constatação, e o mercado brasileiro ainda é o modelo da década de 80 da Europa. A questão do futebol-empresa tem que ser pensada para o mercado brasileiro como opção. Se for uma opção, aí o Fluminense tem interesse. Mas hoje, com a lei como ela é, impõe custo tributário muito grande para a empresa em comparação com a associação desportiva – explicou Peter, que completou:

–  O esporte olímpico tem uma estabilidade de funcionamento muito maior. Hoje, trabalha basicamente com CNDs, usando a certidão negativa de dívidas fiscais para captar recursos através de projetos incentivados. O clube esporte olímpico é atender quem mora no bairro, é o bem estar do sócio. Futebol é um negócio completamente diferente. Quando mistura, é mais difícil fazer uma gestão boa e organizada. Inter e Grêmio não têm mais esporte olímpico. A capacidade do Inter de gerar receita é um sucesso muito grande. Mas o Fluminense tem histórico, tradição, capacidade de esporte olímpico muito forte. É importante separar para que o Fluminense tenha o perfil do Inter no futebol, e o modelo olímpico trabalhe incentivado, como Minas Tênis Clube, Pinheiros, sem o risco de o futebol numa crise acabar, por exemplo, com as CNDs. O esporte olímpico pode sobreviver com orçamento. O futebol, não.


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