Romário diz que jogadores da seleção têm obrigação de assimilar o estilo de Diniz (Foto: Reprodução do SporTV)

Em entrevista ao programa “Boleiragem”, do SporTV, Romário voltou a defender a permanência de Fernando Diniz na seleção brasileira. Mesmo ciente de que os resultados ainda não sejam os melhores, o ex-atacante aponta o treinador do Fluminense como o único que faz algo diferente no futebol nacional. Assim, é natural que seu estilo também necessite de um tempo maior para ser assimilado.

— Muito mais difícil pro Diniz montar uma equipe como ele quer do que para outro treinador. Os outros treinadores são os mesmos dos mesmos que fazem aquilo que os outros fazem. Nesses últimos dois anos, o Diniz foi o único que apareceu fazendo o diferente. E esse diferente leva um pouquinho de tempo. Só que os jogadores de seleção brasileira são de alto nível, jogam em grandes times do futebol mundial. Acredito que tem até por obrigação pegar essa forma do Diniz jogar mais rápido que qualquer outro jogador. Eu espero que essa forma do Diniz jogar entre logo na mentalidade do jogador e o Brasil possa jogar. Jogar igual ao Fluminense hoje o Brasil não vai jogar, mas condição tem. Pega o time do Fluminense e bota a camisa da seleção brasileira. Aí vão falar: O Diniz só treina o Fluminense. Não é isso, ele teve um ano e oito meses pra chegar. Não temos esse tempo na seleção, nesse caso digo o Diniz. Mas como são jogadores de alto nível, inteligentes e têm obrigação de pegar o estilo do treinador que está treinando eles hoje, isso é possível – disse.


Fernando Diniz, em princípio, tem contrato até o meio do ano que vem, quando o italiano Carlo Ancelotti encerrará o seu vínculo com o Real Madrid (ESP) e assumirá a seleção. Outra opção da CBF, comandada por Ednaldo Rodrigues, que desagrada o senador Romário.

— Tenho uma relação muito boa com o presidente da CBF. Nesse pouco tempo, acho que ele tem acertado mais do que errado. Mas claro que está longe do que queremos. Essa decisão de começar com o Diniz e ir para o Ancelotti, sou contrário. Gostaria muito de ver o Diniz na Copa do Mundo. Mas ao mesmo tempo vejo que o futebol é resultado. Diniz é inteligente para saber que se não tiver resultado, capaz de sair antes da chegada do Ancelotti. Mas vejo ele com capacidade de comandar a seleção – argumentou.

Quando jogador, Romário defendeu o Fluminense entre 2002 e 2004. Chegou a atuar com Diniz em sua primeira temporada com a camisa tricolor. O Baixinho foi a campo 77 vezes pelo Flu, com 48 gols e 11 assistências.