Foto: Lucas Merçon/FFC

Perder para o Cruzeiro no Mineirão não é um resultado anormal. Surpreendente foi ganhar deste mesmo Cruzeiro no primeiro turno, no Maracanã, mesmo jogando praticamente toda a partida com um a menos, consequência da expulsão de Gilberto, aos 14 minutos do primeiro tempo. O time mineiro é muito melhor do que o Fluminense, mas parece sempre acomodado em campo. Nas duas partidas entre as equipes, esta superioridade não se confirmou. Algumas impressões sobre o jogo deste último sábado:

– O gol contra foi um castigo para Ayrton Lucas, que vinha fazendo ótima partida. Apesar do lance infeliz, foi o melhor da equipe de Marcelo Oliveira. E vem sendo um dos destaques da posição neste Brasileiro.


– O Fluminense, com Pedro, é um time bem fraco. Sem Pedro, sequer chega a ser um time. Fica restrito aos dois laterais. Se o adversário souber anular Gilberto e Ayrton Lucas, a bola jamais chegará ao ataque. A menos que Sornoza esteja num dia inspirado, o que normalmente ocorre três vezes por temporada.

– Está decifrado o enigma Gum, que vai completar uma década como titular. Não se pode negar que é um jogador decisivo, nos gols e nas falhas. O problema é que ele marca, em média, um gol a cada 20 jogos. Nos outros 19…

– A CBF desperdiça dinheiro ao escalar uma equipe de arbitragem para os jogos do Cruzeiro. Mano Menezes apita mais do que qualquer árbitro. É o técnico mais mala do futebol brasileiro atualmente. Reclama até de cara ou coroa. E poucos são os árbitros que conseguem se impor, sobretudo nos jogos em Belo Horizonte. Melhor para a CBF seria evitar esse gasto e mandar um apito e uma bandeira para Mano.

– A cada jogo fica mais evidente que os melhores zagueiros do Fluminense foram os negociados. Nathan, Luan e, principalmente, Renato Chaves. Não eram uma maravilha, também cometiam erros, mas, comparados aos zagueiros atuais, pareciam bem melhores.

– A contagem regressiva continua: faltam 17 jogos e 21 pontos. O que chegar, a partir daí, será um lucro imenso.