Superação de Fred contra o Palmeiras marcou Eduardo Baptista

Superação de Fred contra o Palmeiras marcou Eduardo Baptista

Fred chegou a fazer um gol e, se faz o segundo, classificaria o Fluminense para a final (Foto: Fluminense FC)
Fred chegou a fazer um gol e, se faz o segundo, classificaria o Fluminense para a final (Foto: Fluminense FC)

No sacrifício e cheio de dores por conta de uma torção no tornozelo e joelho esquerdos. Foi assim que Fred foi a campo na volta da semifinal da Copa do Brasil deste ano, quando o Fluminense perdeu por 2 a 1 para o Palmeiras no tempo normal e acabou eliminado nos pênaltis. Tamanha superação do líder do time marcou Eduardo Baptista. O técnico confessa ter ficado impressionado com a vontade do atacante em ajudar a equipe e até se arrisca a dizer se se ele faz o segundo gol (já havia marcado um) no fim da partida iria merecer uma estátua nas Laranjeiras.

– É sempre fácil escalar o Fred, o difícil foi ver tudo que ele fez para estar ali. Pesamos muito, porque vimos o que ele estava sofrendo. Tanto é que depois daquele partida, ele só jogou contra o Avaí, porque não estava suportando mais. Foi um risco calculado. Eu tenho 20 anos de futebol, e talvez tenha sido uma das histórias mais impactantes que já vivi. Ver o ídolo buscando, querendo jogar. Quando acabou o jogo contra o Palmeiras, no Maracanã, ele estava deitado numa maca se contorcendo de dor. Passei por ele e fui dar a mão, e ele falou: “Estou lá quarta-feira”. Falei que tudo bem, mas via que ele não tinha condições. No jogo contra o Palmeiras, em São Paulo, eu ia substituí-lo no intervalo. Vi que estava sofrendo no primeiro tempo, que estava passando do limite dele. o Marcão estava no banco comigo e decidimos que já tinha dado para ele. Só que os jogadores foram todos para dentro do vestiário, e, quando eu entro, está o Fred falando com os meninos, gritando para que jogassem a bola nele que ele ia decidir: “Põe na área que eu faço o gol. Nós vamos classificar”. Aí falei com o Marcão: “Como que vamos tirar um cara desse?”. Perguntei ao Fred como ele estava, e ele falou: “Deixa comigo”. Se ele faz o segundo gol, tinha que ter uma estátua para ele aqui. Foi uma situação em que ele mostrou o cara que é, tudo o que conquistou… ele traduziu para nós naquele momento. Passou por cima do cima das dores quase insuportáveis – conta.

Fred, por pouco, não classificou o Fluminense já no finzinho do jogo, quando parou em defesa de Fernando Prass. O empate por 2 a 2 levaria o Tricolor para a decisão.


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