14054919350_37f12ac512_zExpectativa de pânico, por conta da greve do Polícia Civil, mas, também, de uma atuação segura, no Maracanã, frente ao São Paulo. Sem três titulares, o Tricolor não conseguiu repetir grandes atuações passadas no primeiro tempo. Mas, para quem não acreditava numa mudança de postura, a etapa final trouxe uma resposta consistente. Embalado pelas grandes atuações de Walter e Sobis, que marcaram dois gols, o Time de Guerreiros trucidou o visitantes por 5 a 2.

Numa única tacada, Flu perdeu três titulares. Sem Fred, Cavalieri e, de última hora, Bruno, o Time de Guerreiros foi a campo contra o São Paulo, para fazer as pazes com a vitória. Cristóvão manteve a estrutura tática, visando se aproveitar entrosamento estratégico da equipe. Porém, o time não conseguia apresentar a mesma pegada dos últimos jogos. Frouxo na marcação, sobretudo da saída de bola adversário, o Fluminense parecia respeitar demais o São Paulo.

O primeiro tempo foi marcado, principalmente, pelas paralisações. Sem deixar o jogo correr, qualquer toquezinho mais bobo era assinalado pela arbitragem. A partida se manteve nessa toada até que, aos 20 minutos, Wellington Silva, dando o bote na hora errada, comete pênalti. Rogério Ceni, tranquilo, mandou no meio do Gol, abrindo o placar. Os comandados de Cristóvão esboçaram uma reação a partir daí. Minutos depois, Carlinhos cruzou e Wagner, de carrinho, por um triz, não balançou as redes. Mais dois lances ofensivos aconteceram posteriormente, mas sem conclusão a gol.

Esperto, o São Paulo atuava no erro dos donos da casa. Numa dessas, quase ampliou, mas Felipe Garcia salvou e, no rebote, Gum tirou o perigo da área. Pouco depois, o arqueiro quase entregou, saindo mal numa bola aparentemente simples. Antes dos 40, depois de Conca arriscar de longe, Ceni espalmou pro meio da área, Walter, inteligente, ganhou do zagueiro no corpo, girou e empatou. Festa nas arquibancadas. No entanto, durou pouco. Antes do apito final, em nova bobeada de Wellington Silva e, também, com sonolência de Carlinhos, Pato amplia.

Para quem imaginou que o Time de Guerreiros entraria abatido no segundo tempo, veio a surpresa: a equipe parecia outra. Atuando como se tivesse todos os titulares em campo, os mandantes não tomaram conhecimento do São Paulo, não deixando o adversário respirar um minuto sequer, na etapa complementar. A pressão surtiu efeito bem rápido: depois de cobrança de escanteio, Lucão empurrou contra o próprio patrimônio. Fluzão na parada antes dos 10 minutos. Os comandados de Cristóvão não davam sossego aos defensores paulistas. De pé em pé, a equipe procurava espaço, rumo a virada. E ela veio. Aos 20, Waltinho, numa trivela espetacular, marca o terceiro. Na comemoração, o gordinho, sem nenhuma cerimônia, encena um “deita e rola”, abraçado por todos os companheiros.

O caminho estava traçado. Tanto que, menos de 10 minutos depois, Sobis manda pras redes, após nova falha de Ceni. Sem choro, nem vela – e com uma baita aplicação-, Conca, Carlinhos, Sobis, Walter e Wagner comandavam o massacre. Para fechar o caixão, novamente Rafael Sobis, dessa vez, apenas escorando para as redes, depois de belíssima assistência do argentino Conca. Caberia mais: 5 a 2 para o Fluzão, fora o baile. No G4 novamente!

 


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