O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, declarou em recente entrevista que caso vença as eleições que acontecerão em outubro, que é contra que o Flamengo assuma a administração do estádio. Garotinho diz ainda que é flamenguista e que por isso mesmo não quer que “digam” que é proteção. O candidato ainda propõe que a atual detentora do consórcio seja obrigada a terminar as obras acordadas ou mesmo passar a administração para os franceses da Lagardère.

– Você não pode pegar o Maracanã e dar para um clube. Se fosse um consórcio de clubes ou para a Ferj ok. Mas se eu der para o Flamengo, vão falar que é proteção porque sou flamenguista. A minha proposta é fazer com que o consórcio termine as obras previstas dentro do contrato, cerca de 15% do que foi prometido pelo o que li, e retomar o estádio. Depois poderíamos pensar numa outra concessão. Houve interesse grande de empresas internacionais para fazer do Maracanã um grande centro esportivo e artístico. A Lagardère esteve aqui ano passado, mas não concordou com o edital -, explicou o ex-governador.

 
 
 

Um dos impasses apontados pelo político foi o alto custo do Maracanã. Tanto que o próprio consórcio que administra atualmente o gigante concreto, reclama de prejuízo com os jogos e está não está pagando a outorga ao estado. Para Garotinho, a solução é revitalizar e explorar o estádio comercialmente.

– Após as reformas, o custo aumentou, mas agora há mais potencial para exploração comercial. No nosso projeto, enxergamos espaço ocioso até para instalar uma universidade, com capacidade para 2500 alunos. Pior é estar como está. Se for nova concessão, vai ter outorga que pode chegar a R$1 milhão por mês, e acho que o estado não pode abrir mão de recurso nenhum -, concluiu Garotinho.

Vale lembrar que o Rubro-Negro fechou acordo recente, com melhores condições para o clube, por dois anos para a mandar seus jogos no Maracanã. O contrato entre as partes autoriza, por exemplo, o clube da Gávea a fazer algumas mudanças simples no estádio, como por exemplo, a personalização dos vestiários. O Fluminense, por sua vez, vem tendo inúmeros prejuízos, dado os gastos com despesas aliados a públicos abaixo dos 20 mil pagantes.