Enquanto a China representa um perigo constante para os clubes brasileiros também poderá significar na vinda de jogadores interessantes para reforçar elencos tupiniquins. A falta de espaço, o término de contratos, o excesso de estrangeiros e as saudades de casa são alguns dos motivos utilizados pelos atletas para fazer o caminho inverso. O ex-zagueiro Scheidt, empresário atuante no mercado, crê que alguns podem ser repatriados.
– Acredito que teremos vários casos de jogadores que voltarão para o Brasil, principalmente para aqueles que têm contrato chegando ao fim e não deverão conseguir mudar de clube na China -apostou.

Um dos atletas que podem voltar é o atacante Aloisio. O atacante de 27 anos está no Shandong Luneng, foi artilheiro da última edição do Campeonato Chinês, mas perdeu espaço após passar por uma cirurgia no joelho esquerdo no fim do ano passado, tanto que acabou não sendo inscrito na Liga dos Campeões da Ásia.

O centroavante Jô, ex-Atlético-MG, foi no início do ano para a China mas parece não ter se adaptado e tem feito poucos gols, por isso, pode ser liberado pelo Jiangsu Suning, para procurar clubes.

Quem também pode voltar ao futebol brasileiro é o meia Jadson e o atacante Geuvânio. Ambos foram para o Tianjin Quanjian, da segunda divisão da China, por indicação de Vanderlei Luxemburgo. O brasileiro foi demitido e os dois devem perder espaço.

Existem também jogadores que não são tão conhecidos no Brasil. O atacante Anselmo Ramon, que teve passagens por Cruzeiro e Avaí, está no Hangzhou Greentown há quase três anos. Entretanto, ele não foi inscrito no Campeonato Chinês e pode ter sua liberação antecipada, embora tenha vínculo até o fim do ano que vem.

Outro que parece estar com os dias contatos na China é Kleber. O atacante de 26 anos, ex-Palmeiras e Atlético, tem sido pouco utilizado no Beijing Guoan e também pode retornar ao Brasil. Entretanto, todos esses jogadores precisarão reduzir drasticamente os salários para deixar o futebol chinês.