Mandatário do Conselho Fiscal do Fluminense e auditor da Receita Federal, Pedro Abad é o candidato da Flusócio para tentar suceder Peter Siemsen na presidência do Tricolor. Por possuir um cargo público importante, muito se falou sobre um suposto conflito de interesses que poderia existir em manter a presidência de clube e o emprego junto a Receita. Por conta disto, inclusive, Pedro Abad chegou a cogitar pedir licença, mas mudou de ideia quando obteve a resposta da Receita Federal, ao questioná-la a respeito do tema e obter autorização.

Mas não é tão simples assim. Para que não se configure conflito de interesse, o favorito de Peter Siemsen para seguir no comandado do Time de Guerreiros terá de delegar para outra pessoa a assinatura e contratos junto ao poder público por exemplo, como seria com a Caixa Econômica Federal, que estampará o peito do Flu em algumas partidas, nesta temporada. Isso também se amplia à Prefeitura (Cessão de terrenos), estado (Maracanã) e Ministério dos Esportes. A relação não pode acontecer nem de maneira informal.

– A primeira é não assinar e não representar o clube diretamente, pessoalmente, perante o poder público. Isso é facilmente contornável quando o clube passa procuração para um advogado fazer essa ação em nome do clube, que já é uma praxe. Nenhum presidente assina efetivamente a petição. Segundo é a questão da carga horária. A resposta foi muito em função do funcionalismo público em geral, mas na verdade minha atuação é desprovida da necessidade de assinatura de ponto. Tenho que cumprir minhas metas, que são produtividade, não assino ponto. Posso trabalhar em qualquer horário do dia, caso queira trabalhar, por exemplo, de meia noite até às 4h da manhã, é permitido, é legal. Isso foi dado por escrito. Tenho uma autorização para exercer a presidência junto com o meu trabalho, desde que eu acate essas restrições. Estou muito motivado. Quem vai sofrer é minha família, mas é uma opção nossa. Tenho certeza que a minha função na Receita e no Flu não serão prejudicados. O torcedor tricolor e sócio pode ficar tranquilo, porque não existe nenhuma incompatibilidade – disse ao NETFLU, em entrevista realizada no mês passado.

Através de uma pessoa ligada ao grupo Flu 2050, de Carlos Eduardo Cardoso, o Cacá, o portal número 1 da torcida tricolor obteve, com exclusividade, a resposta da consulta feita por Pedro Abad, na Receita Federal, detalhando o que pode e o que não pode fazer, caso seja eleito.

Confira:

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Cabe ressaltar que, além de Pedro Abad, os advogados Pedro Trengrouse, Mário Bittencourt e Cacá Cardoso, além do médico Celso Barros, concorrem ao cargo máximo do Tricolor das Laranjeiras.