Especialista em marketing volta a condenar viagem do Flu aos EUA

Especialista em marketing volta a condenar viagem do Flu aos EUA

 

Fluminense passou pelos Estados Unidos e enfrentou o Orlando City em amistoso (Foto: Nelson Perez – Fluminense)

Após a resposta do vice de marketing do Fluminense Idel Halfen defendendo a viagem aos Estados Unidos, o especialista em marketing Amir Somoggi voltou a condenar a excursão do clube. De acordo com sua análise, o Tricolor vem de um retrospecto de conquistas recentes, sendo o maior do Brasil nos últimos anos e deveria enfrentar adversários de grandeza igual.

Fora isso, ainda destaca o local onde o Fluminense enfrentou o Orlando City. Para Amir Somoggi, o estádio não tinha condições de receber uma grande partida e o clube desperdiçou a parada do Campeonato Brasileiro.

Confira a opinião de Somoggi sobre o assunto:

“Os clubes aqui no Brasil reclamam muito que não tem a oportunidade de ter parada no calendário, alternativas para internacionalizar a marca. Com a paralisação para a Copa das Confederações, os clubes tiveram uma chance e Fluminense e Cruzeiro aproveitaram para realizar suas viagens. Aí vem a questão. O Fluminense é bicampeão brasileiro nos últimos três anos, foi campeão recente e portanto é o maior clube do Brasil nesse momento. Será que não deveria estar jogando com um clube do mesmo tamanho que ele? Essa é a primeira questão. A segunda questão é que o clube foi para os Estados Unidos, fez seus jogos, voltou. O que mudou em termos claros de globalização? Por que não foi com o intuito de fazer uma ação de marketing efetiva? Por exemplo, na matéria eu comentei do Cosmos. O Cosmos não joga a MLS, joga a segunda liga, mas é um time que apesar de ser menor tem um certo glamour, um investidor muito grande por trás, está fazendo uma ação de marketing muito agressiva nas redes sociais, poderia ser um caminho. O Fluminense jogou contra o Orlando num estádio que claramente não tinha a menor condição de receber um jogo de um time da grandeza do Fluminense do ponto de vista de marketing. Na minha opinião os clubes não entenderam o tamanho da sua marca e principalmente a oportunidade de globalizar o negócio de forma estratégica. Tiveram a proposta de um investidor, foram, jogaram e voltaram. Essa é a visão deturpada que eles têm ainda em relação ao marketing esportivo. Parece que eles fizeram a melhor opção de ter ido jogar lá e na minha opinião, eles fizeram uma péssima escolha por tudo que falei. Agora talvez só ano que vem com a parada para a Copa do Mundo.”