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Ela voltou, amigos tricolores… a Libertadores 2022 chegou!!!!!! E se tem Libertadores, tem Dossiê.

Nosso adversário na segunda fase da Libertadores (mas pode usar de licença poética e chamar de pré-Libertadores) é o colombiano Millonarios. O que você sabe sobre eles? Nada? Então cola aqui que o primeiro desafio já é mata mata e precisamos ir pro confronto preparados.

O início de temporada do Millonários é bom e possui várias semelhanças com o do Fluminense. Eles jogaram 8 jogos no atual campeonato Colombiano e fizeram 17 pontos até aqui. Estão em terceiro lugar na classificação e possuem a melhor defesa da competição. Por outro lado, o ataque, com apenas 8 gols marcados, é o segundo pior entre os 8 times que estariam classificados hoje para as quartas de finais da competição.



Assim como o Fluminense, que tem 10 gols marcados e 2 sofridos nos 8 jogos da temporada, o Millonarios vem tendo dificuldade em transformar seu volume ofensivo em gols e construir assim os resultados com maior tranquilidade. Então, de cara, já digo que minha expectativa é de jogos sem muitos gols no confronto. Projeto placares variando por 0x0, 1×1 e 1×0.

O experiente treinador Alberto Gamero já está na sua terceira temporada à frente do Millonarios e escala sempre o time num 4-2-3-1 bem tradicional, com pouca variação tática. São sempre 2 volantes, 1 meia central, 2 extremos e 1 centroavante. E linha de 4 na defesa com os laterais avançando pouco.

O modelo de jogo adotado é sempre buscar trabalhar bastante os passes, mantendo a posse de bola. Tiveram superioridade de posse com relação ao adversário em 6 dos 8 jogos na temporada. Por outro lado, nem sempre conseguem traduzir essa posse de bola em finalizações que levam perigo ao gol adversário.

Essa dificuldade de infiltração tem sido um problema crônico no ano. Tudo leva a crer que a sólida defesa do Fluminense, a melhor do Campeonato Carioca, deve impor muitas dificuldades ao ataque adversário.

O plano estratégico do Millonarios nesse primeiro jogo em casa, muito provavelmente, será marcar pressão na saída de bola, procurando se utilizar da altitude de 2.640 m de Bogotá e a torcida à favor já que o estádio deve estar lotado, colocando até 7 jogadores no campo de ataque pressionando.

Os destaques individuais do time são o bom zagueiro Llinás, o talentosíssimo meia Daniel Ruiz e o bom goleiro Montero (principal contratação para a temporada). O veterano meia David “Maca” Silva, liderança técnica e emocional do time, está se recuperando de contusão e não tem presença confirmada na partida. Outro jogador de qualidade que se recupera de lesão é o lateral-esquerdo Bertel, que tem um perigoso cruzamento.

Coletivamente os pontos fortes, além do trabalho de troca de passes, são a intensa movimentação do camisa 10 Ruiz e a constante tentativa de infiltração nas costas da última linha de defesa do atacante Herazo, que não é um grande finalizador, mas tem muita mobilidade para o seu porte físico e muita facilidade para de deslocar em profundidade. Se entrarmos com 3 zagueiros é bom nosso homem da sobra ficar esperto nessa jogada.

Agora vou abrir um parêntese pra dar um papo bem reto. Com sobras, o jogador mais talentoso do adversário é o jovem Ruiz, de 20 anos, que já tem a responsabilidade de vestir a camisa 10. É um jogador com habilidade nas 2 pernas, que se movimenta intensamente. Ainda apresenta muitas oscilações de um jogo para outro, e até dentro do próprio jogo, mas vamos ficar de olho e marcar de perto porque, disparado, é quem mais pode desequilibrar tecnicamente.

Pontos fracos são a pouca infiltração dos 2 volantes que pouco se aproximam do ataque e raramente pisam na área, o trabalho de bola no meio muitas vezes com passes lentos e laterais com pouca troca de posição entre os meias, e a pouca qualidade nas finalizações.

Agora vamos ao caminho das pedras, que não pode jamais faltar no Dossiê. O maior ponto fraco do Millonarios a ser explorado é o espaço pelas laterais. Contra-ataques explorando espaços nas costas dos laterais ou com infiltrações entre laterais e zagueiros costumam criar grandes dificuldades. E quando está posicionado no campo de defesa, em função de uma deficiente recomposição dos pontas, os volantes costumam dobrar na marcação pelas laterais abrindo espaços no meio… como a dupla de zaga é bem alta, jogar pelas pontas buscando cruzamentos para a entrada da área ou a infiltração na área de quem vem de trás é a melhor opção.

Então, Abelão, meu camarada, vamos de Luiz Henrique e Árias nas pontas e Cano, que tem muito mais mobilidade que o Fred, no centro do ataque… velocidade e pulmão para enfrentar a altitude e explorar os espaços que o adversário fatalmente dará. Não é difícil… o mapa da mina já foi dado. A bola tá com você.

Agora já estamos todos preparados? Então foco total que terça tem Liberta. E já é jogo decisivo. Vamos com tudo, torcida tricolor, que essa vaga é nossa e ninguém vai tirar. Pra cima deles!!!!

Time base do Millonários: Montero, Perlaza, Llinás, Vera e Murillo (Bertel), Vega, Vásquez, Guerra (Silva), Sosa e Ruiz, Herazo.