Fala aí, torcida mais linda do mundo. Nosso Fluzão vem de uma sequência de 11 vitórias seguidas?? Sim.

Venceu a Taça Guanabara com um rodada de antecedência? Sim. Passou pelo Millonários na Libertadores com duas vitórias (placar agregado de 4×1)? Sim.

Então agora chegou a hora de passarmos pela terceira fase e cumprirmos nossa primeira obrigação na temporada: alcançar a fase de grupos da Copa Libertadores da América e seguirmos firmes rumo à glória eterna.



Como você já sabe, se tem Libertadores tem Dossiê. E aqui você vai saber tudo sobre nosso próximo adversário, o tradicional Olímpia do Paraguai.

A temporada 2021 do Olímpia não foi boa, podendo ser considerado a quarta força, em termos técnicos, do futebol paraguaio atrás de Cerro, Libertad e Guarani. Mas a troca de treinador na reta final da temporada com a chegada de Júlio César Cáceres (ex-zagueiro de River, Boca e Atlético-MG) trouxe um gás suficiente para garantir o título da Copa do Paraguai e a consequente classificação para a pré-Libertadores.

O início de 2022 do Olímpia já é mais promissor, conquistando classificações bem sólidas na pré-Libertadores contra César Vallejo (agregado de 3×0) e Nacional de Medellin (agregado de 4×2).

Embora a qualidade técnica do adversário não assuste, vale à pena ressaltar a rodagem internacional dos jogadores do Olímpia e a grande experiência dos líderes do time como o interminável zagueiro Alcaraz, o voluntarioso lateral esquerdo Ivan Torres, o raçudo volante Richard Ortiz (super identificado com a camisa do Olimpia), o uruguaio Alejandro Silva e o goleiro Aguilar (que será desfalque por contusão).

Definitivamente o Olímpia não é time pra sentir o peso do jogo e facilitar a vida do Fluminense como aconteceu contra o Millonários no jogo de ida em Bogotá. Colocando no popular… o Olímpia é um time que não peida. Vai encarar o desafio com peito estufado

Taticamente a formação é sempre o 4-4-2 com 2 linhas de 4 muito bem definidas e 2 atacantes à frente. A principal virtude ofensiva são as escapadas em velocidade dos rápidos atacantes Recalde e Derlis González (ex-Santos), que é a referência técnica do time, com a aproximação ou ultrapassagem dos extremos Silva e Cardozo. Outro ponto forte comumente explorado são as finalizações de fora da área em especial com Ortiz e Cardozo.

No primeiro jogo no Rio é certeza que eles vão respeitar muito o Fluminense e adotar uma estratégia de jogo reativo, tentando explorar espaços na nossa defesa usando a velocidade. No jogo de volta contra o Nacional, fora de casa, eles adotaram uma marcação em linha média iniciando a partir da linha central e apesar de apenas 34% de posse de bola, conseguiram 12 finalizações ao gol adversário.

Em função disso, partindo do princípio que o Flu ficará com a bola e terá que propor o jogo, seria interessante colocar em campo um time capaz de trabalhar a bola, empurrar o Olímpia pra trás, ter paciência pra balançar a defesa em busca de espaços e não desperdiçar a posse de bola para não dar o contra-ataque para eles. Esse deveria ser nosso plano estratégico.

E como não pode faltar, vamos ao caminho das pedras que na real encaixa perfeitamente com 2 especialidades da casa do Fluminense de Abel Braga

Embora se comporte muito bem taticamente, o sistema defensivo não é o ponto forte do Olímpia. Destaco como principal vulnerabilidade a bola parada defensiva já que a média de altura dos nossos adversário é baixa, os 2 zagueiros são os únicos titulares de linha com mais de 1,80 m de altura. Eles terão muitas dificuldades para marcar Braz, Nino, Felipe Melo, Luis Henrique e Cano quando estiverem ao mesmo tempo na área adversária nas bolas paradas.

Outro ponto fraco são os muitos espaços dados ao adversário para serem explorados em jogadas de velocidade quando se vêem obrigados a se expor em busca do resultado e adiantando as linhas de marcação.

Por isso uma vitória no Engenhão, mesmo que magra, pode facilitar demais a vida do Fluminense estrategicamente no jogo de volta. Imagino que em caso de vitória na ida o jogo de volta seria até facilmente administrado.

É isso tricolor, papo tá dado Agora é foco total e energia positiva porque estamos nessa Libertadores para brigar por coisas grandes e a vaga na fase de grupos é só o primeiro passo.

Mais uma vez afirmo: essa vaga é nossa!!! Pra cima deles, Fluzão!!!!

Time base do Olímpia: Oliveira, Salazar, Salcedo, Alcaraz e Torres, Silva, Ortiz, Gomez e Cardozo, Gonzalez e Recalde.