(Foto: Lucas Merçon - FFC)

Ainda não há uma data, mas nos bastidores do futebol carioca o recomeço do Estadual já é tradado até com certa pressa pela maioria dos envolvidos (Fluminense e Botafogo, contra, são as exceções). Mas como será o trabalho na segurança nos estádios em partidas com portões vazios? Ao NETFLU, o Major Silvio Luiz, do Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe) explicou como ficará a questão.

— A gente ainda está no processo de aguardar as definições, principalmente das autoridades sanitárias. Há essa perspectiva de liberação, mas a Justiça acabou de determinar que se mantenha o isolamento. Caso haja o deslocamento das torcidas, a gente faz o policiamento. Mas vamos verificar o que o decreto do governador diz sobre essas aglomerações. Até o dia 21 de junho, pelo menos, estão proibidos quaisquer tipos de aglomerações. Então, o torcedor não poderá se deslocar ao lado de muitos outros, como fazia antes, mesmo que o destino sejam os bares próximos dos estádios onde forem ocorrer os jogos – falou.

No sentido de evitar maiores problemas lá na frente, o Bepe chamará torcidas organizadas para o diálogo. A intenção é já iniciar as orientações no sentido de evitar a ida dos torcedores para locais próximos aos jogos.

— Assim que o campeonato retornar, vamos chamar todas as torcidas organizadas para conversar. Para que não incentivem seus membros para ficarem se reunindo próximos do estádio. Nosso objetivo primeiro é conscientização, conversar com as torcidas, informar e manter. Se houver a necessidade, o reforço do policiamento, cumprindo o decreto se a determinação for de proibição – destacou Silvio Luiz.

Outra grande mudança será no efetivo policial. Como o cenário para o futuro próximo é de partidas com portões fechados, o Bepe terá de trabalhar o planejamento visando a este tipo de situação.

— É claro que vai mudar. O futebol é muito dinâmico, a gente não tem um receita de bolo. Fazemos um planejamento dentro das características daquele evento. A gente avalia o cenário daquele evento específico. É claro que um jogo de portões fechados não terá um efetivo de um jogo com 10, 30 ou 50 mil pessoas. Vai ser compatível com a realidade daquele evento, para não tirar policiais de outras áreas que estejam precisando mais – contou o Major.

Por fim, Silvio Luiz destacou a maneira como a polícia se adapta ao novo momento da sociedade. Mesmo nas ações de segurança, os cuidados com a saúde para evitar a disseminação da Covid-19 são enormes.

— Já vem acontecendo. Independentemente do futebol, o policiamento continua atuando normalmente em outros lugares. A higienização sempre vai ter nas viaturas. Todos os policiais usam obrigatoriamente a máscara, carregam consigo álcool em geral e evitam contato próximo de pelo menos um metro e meio. Isso está convencionado desde o início da pandemia para a atividade da Polícia Militar – encerrou.