(Foto: Lucas Merçon - FFC)

Com Nenê e Marcos Paulo iniciando entre os titulares, o técnico Odair Hellmann promoveu a entrada de Paulo Henrique Ganso para jogar ao lado da dupla. Os três atuaram por alguns minutos na vitória por 3 a 1 sobre o Athletico-PR, neste último sábado, no Maracanã. Em entrevista, o treinador explicou a opção.

– O primeiro movimento que nós precisávamos era fazer a tentativa dentro de uma variação tática com posicionamento do adversário baixando muito as linhas, fechando o centro do campo, compactando essas linhas… Não eram de velocistas, eram de jogadores dribladores, de enfrentamento no “um para um” ou de jogadores técnicos, de penúltimo passe, de passe de definição, de passe de infiltração. Outros jogadores fariam esses movimentos, com os laterais dando amplitude, eu coloquei um centroavante para ter um definidor. Também não adianta ter essa amplitude e não tem o definidor. É uma luta de boxe. Para você conseguir produzir e vencer o adversário nesse aspecto de organização que eles estavam, você precisa trocar e variar os movimentos. Uma vai fazer amplitude e definição por cruzamento. A outra vai fazer uma infiltração curta. Outra vai fazer uma tentativa de passe por dentro em um desiquilíbrio de tabela, de infiltração – disse ele, complementando em seguida:

– E esses jogadores, Marcos Paulo, Nenê e Ganso, dão essa característica. Eu fiz esse primeiro movimento, dei um tempo para que a equipe se encontrasse, se entendesse, e faria um segundo movimento de jogadores de um para um, caso a gente já não tivesse virado o jogo, porque daí precisaríamos acrescentar também o jogador do drible, para quebrar a marcação e desiquilibrar. A gente já conseguiu fazer o placar com essa característica. Depois eu até continuei dentro da minha linha de raciocínio para botar esses jogadores que pudessem também agregar essa característica – finalizou.