Fala, galera!


Na última semana, parte da torcida do Fluminense iniciou uma campanha incentivando o clube a reformar as Laranjeiras para voltar a receber jogos oficiais do Flu em 2019, ano que o estádio vai completar o centenário. Chama-se #MinhaRaiz.

Os tricolores também elaboraram um protótipo de camisa na cor laranja, uma referência ao bairro e apelido do Estádio Manoel Schwartz, que envolveria a participação da Under Armour, fornecedora de material esportivos do Fluminense. O CEO do clube, Marcus Vinícius Freire, inclusive, informou em entrevista recente que há planos para o lançamento do terceiro uniforme. Por que não explorar o laranjal novamente? Faz parte da nossa história e, espero, do nosso futuro.

Por falar em passado, infelizmente, não tive a oportunidade de assistir uma partida sequer na nossa real casa. Fato que deve ter ocorrido com grande parte da torcida do Fluminense. Talvez, naquela parcela, que, atualmente, vai aos jogos com frequência. Por isso, faço, aqui o apelo. Permitam-nos viver a história! Diretoria, patrocinadores, conselheiros, sócios, não sócios, NETFLU, todos juntos em busca do sonho de voltar a ver o Flu jogar em casa.

Nasci em 1985 e na minha infância fui poucas vezes ao Maracanã, quando era possível que meu pai ou tios levassem. Para piorar, acabei me formando torcedor numa época trágica da história tricolor, os anos 90. A única lembrança boa que tenho é do gol de barriga de Renato Gaúcho. Até chegar 1999, quando conheci na escola o meu companheiro de NETFLU, Leandro Dias, que me fez presenciar as arquibancadas do Maraca durante quase todos os jogos do Fluminense desde então. Para a nossa felicidade, dali em diante, o Flu volta a brigar nas principais competições e dar novas conquistas para essa torcida que, sedenta, sonhava com títulos.

Entre as centenas de jogos do Fluminense que passei a acompanhar no estádio, dentro e fora do Brasil, infelizmente não tive o prazer de ver no estádio das Laranjeiras. Há alguns projetos de grupos políticos ou torcedores, que viabilizariam a volta do Flu para casa, mas até hoje não foram tirados do papel. E não haveria momento melhor como no centenário do próprio estádio. Em 2016, o repórter do NETFLU, Paulo Brito, publicou um dossiê dividido em duas matérias, que mostrava a viabilidade para o uso do estádio. Vou deixar os links para a matéria exclusiva no final deste post.

Não sou arquiteto ou engenheiro, mas penso que seria viável tecnicamente, revitalizar o estádio. Se há possibilidade de jogos em Edson Passos, Bangu, Los Larios, por exemplo, por que não em Laranjeiras? Comenta-se que a maior problema seria, acreditem, a associação de moradores. Vizinhos do estádio seriam contra a liberação, por conta de trânsito, brigas ou barulho. Vale lembrar que, recentemente, a prefeitura e o Flamengo firmaram o compromisso para construção de um estádio acústico na Gávea. Olhem aí o precedente aberto! E tem jogo na Ilha do Governador que, para quem conhece, só tem uma entrada e uma saída.

E não é apenas o fator histórico que pesa para o Fluminense revitalizar o estádio das Laranjeiras, mas também, econômico. Reformar para uma capacidade de, pelo menos, 20 mil torcedores, daria ao clube a possibilidade de geração de receita, custos mais baixos, já que toda a logística seria feita pelo próprio clube, além de não precisar mais alugar estádio. Com exceção de jogos com apelo maior. Nestes casos, lá está o Maracanã para ser alugado e até o Engenhão, nosso Salão de Festa, em parceria com o Botafogo.

E de onde tirar dinheiro para a reforma? Há diversas maneiras. Desde comercializar os direitos de nome (naming rights) do estádio para uma empresa que faria o investimento, a parceiros fortes. Em Belo Horizonte, o Atlético – MG construirá seu novo estádio sem tirar um “puto” do bolso, com o apoio da MRV. O Fluminense seria mais forte dentro e fora de campo e com identidade, que tem se perdido a cada ano, tornando-se um clube cigano, sem casa para jogar, com uma evasão cada vez maior nas arquibancadas.

#VoltaLaranjeiras

Saudações!

Abaixo os links do Dossiê Laranjeiras, mais um belo trabalho do jornalista Paulo Brito, do NETFLU.

Exclusivo – Dossiê Laranjeiras: Um clube belo, preguiçoso e sem lar

Capítulo final – Dossiê Laranjeiras: Um clube belo, preguiçoso e sem lar