(Foto: Mailson Santana - FFC)

Diante do River Plate, Roger Machado optou por trocar os homens de ponta do Fluminense (Kayky e Luiz Henrique saíram para as entradas de início de Caio Paulista e Gabriel Teixeira, respectivamente). Satisfeito com o resultado obtido com a equipe fazendo um primeiro tempo melhor em relação aos jogos anteriores, o técnico destacou a importância da marcação começar na frente para evitar a sobrecarga ao meio de campo.

De acordo com o treinador, os volantes tricolores estavam deixando as partidas esgotados pelo fato do time não conseguir iniciar uma marcação forte na frente.

— A nossa incapacidade em alguns momentos era iniciar pressionando o adversário nos corredores laterais. Isso sobrecarregava o nosso meio e os jogadores de meio, sobretudo os volantes. Saíam muito desgastados das partidas. Eu costumo cobrar dos atletas. Se tenho quatro jogadores ofensivos, preciso que eles sejam responsáveis por pelo menos 30% das ações defensivas do jogo. Ou interceptações ou bolas roubadas. Se eles não contribuem com essa fração defensiva, os outros setores atrás deles vão sofrer e consequentemente vou tomar a bola mais perto do meu gol. Ao tomar mais perto do gol, desgastado, vamos devolver mais e sofrer mais. Consequência natural de um processo que hoje se cobra muito dos jogadores de ataque para roubarmos a bola lá na frente. Quando você não é eficiente nessa postura, sofre novamente. Não terá bolas boas para contra-atacar. Serão duas ou três em 90 minutos. Não será eficiente. Muitas vezes sofremos pressão dos adversários, mas com poucas chances. Hoje prefiro ter um time incisivo e contundente do que ter mais a bola muitas vezes. A conta é quanto tempo você tem a bola, vezes quantas vezes você consegue chegar no gol adversário. Do contrário, a posse tem que ser meio e não fim – disse.