(Foto: Reprodução do Instagram)

O jornal Extra volta a noticiar sobre a insegurança no Centro de Treinamento Pedro Antonio Ribeiro da Silva. Na sexta-feira passada, dois dias antes do jogo de domingo com a Portuguesa, o temor voltou à tona, de acordo com a reportagem. Exatamente meia hora antes do técnico do Fluminense, Abel Braga, dar início ao treino, 11 tiros disparados no entorno do CT foram ouvidos.

Na sexta-feira, os disparos ocorreram às 15h30m, meia hora antes do treino das 16h e dez minutos depois de uma equipe da PM ter deixado o local, após uma ronda. E não foram os únicos do dia. Mais cedo, pelo menos outros três tiros também já haviam sido ouvidos, segundo funcionários do clube .

– É sempre assim. Isso é normal. Já achei até um pedaço de uma bala perto de um dos campos de treinamento – disse um funcionário do Fluminense, que pediu para não ser identificado.

Embora nenhum atleta admita abertamente o medo de ser atingido por uma bala perdida, já existem aqueles que estão se precavendo. Alguns jogadores, por exemplo, utilizam veículos blindados para se deslocar até o CT. Tudo para aumentar a sensação de segurança.

Ouvidos pela reportagem do Extra, quatro moradores da Cidade de Deus e três funcionários do clube confirmaram a existência de uma norma de segurança básica para quem quer ir, de carro ou táxi, ao CT do tricolor.  Veículos devem transitar em velocidade moderada, com vidros abertos e o pisca alerta ligado. Foi assim que o carro de reportagem do Extra cruzou um trecho da Cidade de Deus para chegar ao CT, no último dia 3. Alguns jogadores seguem esta regra, outros ignoram.