Claudio Escobar, representante da Dryworld no Brasil em 2016, no dia do anúncio da parceria com o Fluminense

Fornecedora de material esportivo do Fluminense, a Dryworld não vem deixando a desejar somente com o clube das Laranjeiras. No Atlético-MG, o relacionamento azedou. Quando a empresa, nova e até então desconhecida no mercado chegou a Minas, muitas pessoas ligadas ao Galo ficaram desconfiadas. Hoje, com o atraso de fornecimentos e pagamentos, a desconfiança já virou insatisfação.

Assim como no Fluminense, as categorias de base do Atlético-MG ainda não receberam uniformes e seguem vestindo a antiga fornecedora (no caso do clube mineiro, a Puma). CEO da Dryworld, Claudio Escobar, justifica que a empresa tem como principais objetivos o time principal e o mercado para os torcedores.

 
 
 

– Temos que lembrar que temos em nossas mãos uma equipe que tem uma capacidade incrível de torcida. Já colocamos no mercado mais de 360 mil camisas do Atlético-MG. Recebemos dos parceiros uma quantidade de pedidos maior do que outros fornecedores venderam nos anos passados. Temos uma situação de demanda e fornecimento a curto prazo. Temos uma equipe de caráter internacional que precisa de uma atenção especial, e nosso foco é a equipe profissional e o mercado. Todas as empresas têm que fazer algumas decisões em momentos de começo. Estamos arrumando nossa casa para fornecer para toda a base de maneira adequada – disse.

No Atlético-MG, a Dryworld ajudou na contratação de Robinho e permanência do argentino Lucas Pratto, além de assinar contrato vitalício com Luan. Porém, o momento financeiro da empresa não é dos melhores. Sobre a distribuição, os canadenses compraram a Rocamp, empresa têxtil com sede no Paraná, com a qual não vem tendo também uma boa relação.

A respeito das dificuldades financeiras, Escobar culpa o cenário mundial.

– A Dryworld é uma empresa internacional que está enfrentando uma situação mundial. Estamos em um país onde as coisas têm uma burocracia que cria algumas situações para as empresas. Em quatro meses (no Brasil), já estamos em três equipes (Atlético-MG, Fluminense e Goiás). Colocamos jogadores brasileiros de caráter internacional como prioridade. Acredito que a gente está alcançando as expectativas. Nós não somos blindados das situações do Brasil e mundiais. Estamos aprendendo a contornar tudo isso de maneira rápida, com devido respeito que temos aos nossos clientes e parceiros, como é o Atlético-MG – explicou.

Do lado do Atlético-MG, o departamento jurídico afirma estar protegido por cláusulas contratuais. O presidente, Daniel Nepomuceno, minimizou os problemas e reclamou que “há muita fofoca”. Já em relação a Robinho, sua empresária e advogada, Marisa Alija, afirmou que não há qualquer atraso.

– O salário dele não tem nada a ver com a Dryworld, nem os direitos de imagem. Ambos estão perfeitamente em dia. Não temos problema nenhum nem com a empresa e nem com o Atlético – afirmou.